Trump anuncia prolongamento do cessar-fogo mas mantém bloqueio e forças militares em prontidão

Reportagem

Trump anuncia prolongamento do cessar-fogo mas mantém bloqueio e forças militares em prontidão

A horas do fim das tréguas, e perante a resistência a negociar por parte de Teerão, pelas 21h20 de terça-feira, em Lisboa, o presidente Donald Trump deu o dito por não dito e aceitou o pedido do Paquistão para prolongar o cessar-fogo, até o governo iraniano apresentar uma proposta de negociação. Mantém contudo o bloqueio aos portos do Irão e a prontidão das forças militares norte-americanas na região.

Graça Andrade Ramos, Cristina Sambado, Joana Raposo Santos, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Foto: Evan Vucci - Reuters

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Lusa /

Forças dos EUA abordam petroleiro sancionado no Oceano Índico

As forças norte-americanas arrestaram um petroleiro sancionado por contrabando de crude iraniano na Ásia, informou hoje o Pentágono, enquanto o Irão protestou na ONU por um anterior apresamento. 

Segundo o Departamento de Defesa norte-americano, as suas forças "realizaram uma interdição marítima de direito de visita" do M/T Tifani, "sem incidentes",  

O petroleiro, segundo um responsável militar norte-americano que falou à AP sob anonimato, foi capturado na Baía de Bengala - entre a Índia e o Sudeste Asiático - e transportava petróleo iraniano.  

Os militares vão decidir nos próximos quatro dias o que fazer com a embarcação, podendo rebocá-la para os Estados Unidos ou entregá-la a outro país. 

O Pentágono descreveu o Tifani como "apátrida", apesar de ser um navio com bandeira do Botsuana, asseverando que "as águas internacionais não são refúgio para embarcações sancionadas".

"Como já deixámos claro, iremos prosseguir com esforços globais de fiscalização marítima para desmantelar redes ilícitas e intercetar embarcações sancionadas que forneçam apoio material ao Irão - onde quer que operem", afirmou o Pentágono  

As forças norte-americanas têm intercetado navios ligados a Teerão ou suspeitos de transportar cargas ao serviço dos interesses do governo iraniano, desde armas e petróleo a metais e eletrónica.  

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmou na semana passada que as ações de fiscalização se estenderiam para além das águas iranianas e da área sob controlo do Comando Central norte-americano. 

A mais recente interceção ocorreu durante um já frágil cessar-fogo entre Washington e Teerão, e enquanto o Paquistão tenta mediar negociações entre as duas partes. 

O cessar-fogo em vigor expiraria na quarta-feira, mas o Presidente Donald Trump afirmou esta noite que o iria prolongar a pedido do Paquistão. 

O petroleiro é o segundo navio ligado ao Irão intercetado pela Marinha norte-americana, que no domingo atacou e apreendeu no Golfo de Omã um cargueiro com bandeira iraniana, o Touska, que alegadamente tentava contornar o bloqueio aos portos iranianos e estava sujeito a sanções do Departamento do Tesouro. 

Trump afirmou que um contratorpedeiro norte-americano abriu um buraco na casa das máquinas do navio.  

Nas Nações Unidas, o Irão pediu hoje a condenação da apreensão do Touska, classificando o ato como pirataria e uma clara violação do cessar-fogo bilateral. 

"Tal comportamento apresenta as características da pirataria e representa uma escalada perigosa que põe em sério risco a segurança de rotas marítimas cruciais", escreveu o embaixador iraniano nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, numa carta hoje ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral, António Guterres. 

"Além disso, este ato ilegal constitui uma violação clara e consequente do cessar-fogo de 8 de abril" e um "ato de agressão" nos termos da Carta da ONU, acrescentou. 

"O Irão apela, por isso, "às Nações Unidas, em particular ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral, para que tomem uma posição imediata, firme e baseada em princípios, condenando este ato de agressão, garantindo que os responsáveis sejam responsabilizados e exigindo que os Estados Unidos libertem o navio, a sua tripulação e as suas famílias", refere a carta.

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Lusa /

Wall Street fecha em baixa a ceder à incerteza no Médio Oriente

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores a cederem à incerteza no Médio Oriente.

Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,59%, o alargado S&P500 perdeu 0,63% e o tecnológico Nasdaq baixou 0,59%.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, ia viajar para o Paquistão hoje de manhã, mas atrasou a sua partida, sem que se saiba nova hora, o que aumentou a incerteza sobre a realização de uma segunda ronda negocial entre Irão e EUA.

Vance tinha previsto sair de Washington para Islamabade, mas a República Islâmica ainda não se comprometeu a enviar uma delegação à capital paquistanesa.

Depois do fecho a bolsa, Donald Trump afirmou que vai prolongar o cessar-fogo até que o Irão apresente uma proposta de acordo.

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Lusa /

Irão desmente Trump sobre várias mulheres ameaçadas de execução

Iranianos dizem que "mais uma vez Trump voltou a ser induzido em erro por informações falsas" e que "entre as mulheres apresentadas como estando em vias de ser executadas, algumas foram libertadas e outras poderão ter, no máximo, pena de prisão".

O Irão desmentiu hoje Donald Trump, que dissera que várias mulheres estavam ameaçadas de execução, exigindo a sua libertação. 

"Mais uma vez, Trump voltou a ser induzido em erro por informações falsas. Entre as mulheres apresentadas como estando em vias de ser executadas, algumas foram libertadas e outras são objeto de processos suscetíveis de, no máximo, causar pena de prisão", contrapôs o meio de comunicação do poder judicial, Mizan.

Hoje, Trump comentou uma mensagem na sua rede social, em que escreveu: "Aos dirigentes iranianos, que em breve vão negociar com os meus representantes: eu ficaria muito grato pela libertação destas mulheres. (...) Se fazem favor, não lhes façam mal! Seria um muito bom começo para as negociações!!!".

A publicação em questão, colocada em linha na segunda-feira na conta da rede social X de um militante chamado Eyal Yakoby, contém as fotografias de oito mulheres não identificadas, com a mensagem "A República Islâmica do Irão prepara-se para enforcar oito mulheres".

Eyal Yakoby apresenta-s na X como futuro estudante do Instituto de Tecnologia do Massachusetts e publica muitos textos de apoio ao ataque israelo-norte-americano ao Irão e de crítica aos movimentos de solidariedade com o povo palestiniano.

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RTP /

Islamabad saúda extensão do cessar-fogo

O mediador paquistanês saúdou já esta noite a extensão do cessar-fogo anunciada por Donald Trump.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país está a mediar o conflito, agradeceu ao presidente norte-americano o prolongamento do cessar-fogo: "Agradeço sinceramente ao presidente Trump por ter aceitado gentilmente o nosso pedido de prorrogação do cessar-fogo para permitir a continuidade dos esforços diplomáticos em curso".

"Com a confiança depositada, o Paquistão continuará os seus esforços sinceros para uma solução negociada do conflito. Espero sinceramente que ambos os lados continuem a observar o cessar-fogo e consigam concluir um Acordo de Paz abrangente", apontou Shehbaz Sharif.

c/ Lusa
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RTP /

Viagem de Vance ao Paquistão cancelada

A viagem do vice-presidente JD Vance a Islamabad para liderar as conversações de paz com o Irão foi cancelada por hoje, segundo um funcionário da Casa Branca, e a incerteza paira sobre os próximos passos.

Vance deveria viajar acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo conselheiro sénior Jared Kushner para liderar uma delegação americana que negociaria com as autoridades iranianas.

“Em vista da publicação do Presidente Trump no Truth Social a confirmar que os Estados Unidos aguardam uma proposta unificada dos iranianos, a viagem ao Paquistão não acontecerá hoje. Quaisquer atualizações sobre reuniões presenciais serão anunciadas pela Casa Branca”, disse o responsável em comunicado.

O Presidente Donald Trump anunciou hoje, numa publicação no Truth Social, que iria prolongar o cessar-fogo existente com o Irão, enquanto o governo aguarda uma “proposta unificada” do que descreveu como um governo “seriamente fragmentado”.
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RTP /

Primeiro-ministro do Paquistão agradece a Donald Trump

Após o anúncio de Trump sobre a prorrogação do cessar-fogo, Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, agradeceu a Trump e manifestou-se esperançado num “acordo de paz”

“Em meu nome pessoal e em nome do Marechal de Campo Syed Asim Munir, agradeço sinceramente ao presidente Trump, por ter aceite gentilmente o nosso pedido de prorrogação do cessar-fogo para permitir que os esforços diplomáticos em curso sigam o seu curso”, escreveu Sharif numa publicação nas redes sociais.

Sharif afirmou ainda que o Paquistão continuará os seus esforços para uma solução negociada. “Espero sinceramente que ambos os lados continuem a observar o cessar-fogo e consigam concluir um ‘Acordo de Paz’ abrangente durante a segunda ronda de negociações agendada para Islamabad, visando o fim permanente do conflito”, acrescentou.
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RTP /

Cargueiro apreendido pelos EUA: Irão pede à ONU que condene violação do cessar-fogo

O Irão pediu na terça-feira à ONU que condene a apreensão, na segunda-feira, do navio cargueiro iraniano Touska pelos EUA, classificando o ato como pirataria e uma clara violação do cessar-fogo entre Teerão e Washington.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou no domingo que a Marinha norte-americana tinha disparado contra o Touska, um navio cargueiro de bandeira iraniana sujeito a sanções do Departamento do Tesouro dos EUA, no Golfo de Omã, e assumido o controlo da embarcação.

"Tal comportamento apresenta as características da pirataria e representa uma escalada perigosa que põe em sério risco a segurança de rotas marítimas cruciais", escreveu o embaixador iraniano nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, numa carta ao Conselho de Segurança e ao Secretário-Geral na terça-feira.

"Além disso, este ato ilegal constitui uma violação clara e consequente do cessar-fogo de 8 de abril" e um "ato de agressão" nos termos da Carta da ONU, acrescentou.

"Além disso, este ato ilegal constitui uma violação clara e consequente do cessar-fogo de 8 de abril" e um "ato de agressão" nos termos da Carta da ONU, acrescentou.

"O Irão apela, por isso, “às Nações Unidas, em particular ao Conselho de Segurança e ao Secretário-Geral, para que tomem uma posição imediata, firme e baseada em princípios, condenando este ato de agressão, garantindo que os responsáveis ​​sejam responsabilizados e exigindo que os Estados Unidos libertem o navio, a sua tripulação e as suas famílias”, insiste a carta.
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RTP /

Tasnim. Irão decidiu não participar nas negociações com EUA no Paquistão por "perda de tempo"

O Irão recusou participar nas negociações no Paquistão, informou a agência semioficial Tasnim, citando um dos seus correspondentes.

A agência afirmou que a decisão foi tomada depois de os EUA não terem cedido às suas "exigências excessivas" nos últimos dias.

"Por esta razão, o Irão anunciou hoje que, perante esta situação, considera a participação nas negociações uma perda de tempo, uma vez que os EUA estão a obstruir qualquer acordo viável. Por isso, o Irão não dialogará com os americanos", declarou a Tasnim em declarações traduzidas.

O Irão comunicou a sua posição ao Paquistão e informou os mediadores que não estará presente no país amanhã, informou a agência.

A informação não pôde ser verificada de forma independente.
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RTP /

EUA garantem ter travado 28 navios durante bloqueio aos portos iranianos

O Comando Central dos EUA (Centcom) garantiu hoje que 28 navios regressaram aos portos iranianos desde que impôs o encerramento do Estreito de Ormuz, há uma semana, bloqueando completamente a área à navegação.

"Desde o início do bloqueio americano aos navios que entram ou saem dos portos iranianos, as forças norte-americanas ordenaram que 28 embarcações regressassem ao porto", indicou o comando que supervisiona as operações militares no Médio Oriente numa curta nota nas redes sociais.

As autoridades iranianas ainda não confirmaram se vão participar na segunda ronda de negociações com os Estados Unidos, agendada para Islamabade, poucas horas antes do fim do cessar-fogo temporário, alegando que a administração Trump não está a "levar a sério" o processo negocial.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ainda estava hoje em Washington, aumentando o clima de incerteza sobre a realização de uma segunda ronda de negociações com o Irão.

Na sexta-feira, Washington anunciou que "manteria o seu bloqueio naval (contra o Irão)", apesar da trégua alcançada no Líbano e da subsequente reabertura do Estreito de Ormuz por Teerão, que voltou a restringir a navegação nesta passagem.

Os Estados Unidos aplicaram um bloqueio naval aos portos e navios iranianos, que mantiveram mesmo após o Irão ter autorizado na sexta-feira a passagem de navios pelo estreito de Ormuz.

O Irão voltou horas depois a bloquear o estreito, pelo facto de Washington manter o seu bloqueio naval.
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RTP /

Trump anuncia prolongamento do cessar-fogo até conclusão das negociações

Em comunicado publicado na rede Truth Social, o presidente norte-americano explicou a sua mudança de posição, e anunciou o prolongamento das tréguas além desta quarta-feira.


"Considerando que o governo do Irão está seriamente fragmentado, o que não surpreende, e a pedido do Marechal de Campo Asim Munir e do Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif, do Paquistão, foi-nos pedido que suspendêssemos o nosso ataque ao Irão até que os seus líderes e representantes apresentem uma proposta unificada" escreveu Trump. 

"Por conseguinte, ordenei às nossas Forças Armadas que continuem o bloqueio e, em todos os outros aspetos, se mantenham prontas e aptas, e, consequentemente, prolongarei o cessar-fogo até que a sua proposta seja apresentada e as discussões estejam concluídas, de uma forma ou de outra. Presidente DONALD J. TRUMP", concluiu. 

O cessar-fogo estabelecido entre Washington e Teerão terminava às 00h50 de quarta-feira, hora de Lisboa, com uma segunda ronda de negociações diretas, entre as delegações norte-americana e iraniana sob mediação paquistanesa, a estar prevista para quarta-feira.

Teerão escusou-se a comparecer, recusando negociar "sob pressão para rendição".

Donald Trump, que admitia retomar os ataques, invocou uma alegada fragmentação no seio do governo iraniano e o pedido do Paquistão, para justificar o prolongamento das tréguas até à apresentação de uma proposta iraniana, apesar de Teerão rejeitar os termos exigidos pela Administração norte-americana.

O presidente dos EUA vai ainda continuar a manter o bloqueio aos portos iranianos e as forças norte-americanas na região irão manter-se de prontidão.
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RTP /

Steve Witkoff e Jared Kushner na Casa Branca para reuniões sobre negociação

A situação relativa às negociações em Islamabad continua claramente muito instável e caótica.

O enviado especial Steve Witkoff e o genro e conselheiro do presidente, Jared Kushner, foram filmados a entrar na Casa Branca.

O vice-presidente JD Vance que, com Kushner e Witkoff integra parte da equipa negocial com o Irão, deveriam estar a caminho de Islamabad, Paquistão, mas permanecem em Washington. 

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, também foi visto a entrar no edifício, assim como o secretário de Estado, Marco Rubio.

Tanto a Casa Branca como o gabinete do vice-presidente têm-se mantido hoje notavelmente silenciosos, com poucas confirmações ou qualquer indicação oficial de quando a viagem terá lugar ou se será cancelada.

Citando fontes anónimas, vários órgãos de comunicação social norte-americanos noticiaram que a viagem está, para já, suspensa, embora não seja claro se tal se deve à falta de empenho do Irão em comparecer ou a uma disputa sobre os termos.
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Cerca de 20.000 marinheiros presos no Golfo Pérsico

Pelo menos 10 marinheiros foram mortos e vários outros ficaram gravemente feridos numa série de ataques a embarcações comerciais no Golfo Pérsico desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.

Natasha Brown, porta-voz da Organização Marítima Internacional (OMI), afirmou que a agência confirmou 25 ataques a navios mercantes desde 28 de fevereiro. Centenas de embarcações estão presas no Golfo desde então.

“Cerca de 20.000 marinheiros civis permanecem a bordo de embarcações no Golfo Pérsico, enfrentando escassez de mantimentos, fadiga e stress psicológico grave”, disse Brown.

Após uma sessão extraordinária do Conselho em Março, a OMI afirmou estar a trabalhar com “os Estados relevantes no desenvolvimento de uma estrutura de passagem segura” para evacuar as tripulações presas, coordenando o acesso aos mantimentos.
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Hezbollah justifica ataques como resposta às violações israelitas do cessar-fogo

A guerrilha xiita libanesa afirmou ter lançado um ataque contra o norte de Israel em retaliação pelas violações israelitas do cessar-fogo de 10 dias.

Em comunicado, o Hezbollah disse que os seus combatentes lançaram rockets e drones de ataque contra um local no norte de Israel, que, segundo o grupo, era a origem dos bombardeamentos de artilharia contra uma cidade no sul do Líbano.

O grupo afirmou que a ação ocorreu “em defesa do Líbano e do seu povo, e em resposta às flagrantes” violações do cessar-fogo israelita, incluindo “ataques contra civis e a destruição das suas casas e aldeias”.
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Guarda Revolucionária ameaça destruir produção de petróleo no Golfo se Irão for atacado

Teerão tenta pressionar os países vizinhos a instar junto de Washington um prolongamento do cessar-fogo, ameaçando destruir a produção de petróleo dos seus vizinhos do Golfo em caso de ataque lançado a partir do seu território.

O general Majid Mousavi, chefe da força aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), afirmou em declarações aos meios de comunicação iranianos que seria um erro realizar mais “agressões” contra o Irão.

Disse ainda que as instalações petrolíferas da região do Golfo seriam prejudicadas se os países vizinhos permitissem que os Estados Unidos realizassem ataques.

“Se os vizinhos do Sul permitirem que o inimigo utilize as suas instalações para atacar o Irão, podem dizer adeus à produção de petróleo na região do Médio Oriente”, disse Mousavi.

Os EUA possuem bases e tropas em vários países do Golfo.

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Teerão rejeita negociações com os EUA sob pressão e com vista à rendição

Um alto responsável iraniano disse à Reuters que Teerão rejeita negociações com os EUA que visem a rendição.

A fonte acrescentou que a participação do Irão nas negociações com os Estados Unidos no Paquistão poderá dar-se se Washington abandonar a sua política de pressão e ameaças.

O responsável disse que o Paquistão, mediador, continua os seus esforços para persuadir os Estados Unidos a levantar o bloqueio naval e a libertar o navio porta-contentores Touska, de bandeira iraniana, que foi abordado e apreendido pelas forças norte-americanas no domingo, e a sua tripulação.

Acusou ainda Washington de "criar novos obstáculos todos os dias em vez de resolver as diferenças" para pôr fim à guerra.
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Começa quinta-feira segunda ronda de conversações entre israelitas e libaneses

No terreno é cada vez mais dificil manter o cessar-fogo, com Hezbollah e Israel a trocar ameaças.

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Exército dos EUA quer investimentos multimilionários em drones, sistemas de defesa aérea e caças

investimento de no próximo ano fiscal em

No âmbito da iniciativa do Presidente Trump para aumentar as despesas com a defesa para 1,5 biliões de dólares no orçamento de 2027, o Pentágono quer triplicar as despesas com drones e tecnologias relacionadas para mais de 74 mil milhões de dólares e investir 30 mil milhões de dólares em munições mais críticas, incluindo intercetores de mísseis, cujos stocks se tornaram criticamente baixos durante a guerra com o Irão.

As autoridades militares afirmaram que o plano de despesas foi desenvolvido antes do conflito no Médio Oriente. Também não discutiram quanto irão solicitar em fundos adicionais para a guerra, o que seria um acréscimo ao aumento das despesas de defesa já solicitado pela Casa Branca para o próximo ano fiscal.

“A sobreposição, como verão, é o pedido de munições, algo de que precisamos sempre”, disse Jules Hurst III, subsecretário da Defesa interino e controlador do Pentágono, aos jornalistas numa conferência de imprensa.

“Precisamos sempre de aumentar a capacidade dos nossos paióis de munições. Mas, fora isso, não há aqui custos operacionais provenientes do Irão.”
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MNE iraniano classifica bloqueio naval dos EUA como "ato de guerra"

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqhchi, declarou que "o bloqueio de portos iranianos é um ato de guerra e, portanto, uma violação do cessar-fogo", referindo-se ao bloqueio naval em curso imposto pelos EUA em torno do Estreito de Ormuz.

"Atacar um navio comercial e fazer a sua tripulação refém é uma violação ainda maior. O Irão sabe como neutralizar restrições, como defender os seus interesses e como resistir à intimidação", escreveu Araqhchi na rede X.
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ONU insta ao retomar do cessar-fogo com o Irão

A ONU manifestou a esperança de que o cessar-fogo entre os EUA e o Irão seja prolongado para além do prazo da meia-noite GMT, ao mesmo tempo que instou o regresso do diálogo.

Questionado sobre as conversações que o Secretário-Geral António Guterres manteve com as partes em conflito e os atores regionais antes do prazo final, o porta-voz Stéphane Dujarric afirmou: “O Secretário-Geral, bem como o seu enviado pessoal, continua a manter diversas comunicações”.

“A nossa firme esperança é que o diálogo entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão seja retomado, que o cessar-fogo seja alargado e que a diplomacia seja plenamente implementada”, afirmou.
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Está em risco a segunda ronda de negociações entre EUA e Irão

O presidente dos Estados Unidos insiste que se não houver acordo com o Irão os bombardeamentos vão regressar. As declarações de Donald Trump surgem quando falta menos de um dia para o fim das tréguas. Está em risco uma segunda ronda de negociações agendada para o Paquistão.

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Irão sabe "resistir à intimidação" afirma ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros

O Irão sabe como "resistir à intimidação", avisou o seu ministro dos Negócios Estrangeiros na terça-feira, enquanto Teerão se recusa, para já, a enviar uma delegação a Islamabad para negociações com os Estados Unidos, apesar do iminente fim do cessar-fogo.

"O Irão sabe como contornar as restrições, defender os seus interesses e resistir à intimidação", escreveu Abbas Araghchi no X, denunciando em particular o bloqueio americano aos portos iranianos, "um acto de guerra e, portanto, uma violação do cessar-fogo".
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Netanyahu. Israel está "mais forte do que nunca" depois de combater as "forças do mal"

O primeiro-ministro israelita elogiou a guerra contra o Irão durante uma cerimónia oficial em Jerusalém Ocidental.

“Israel está mais forte do que nunca e, juntamente com os Estados Unidos, estamos a liderar a luta contra as forças do mal no mundo”, disse Netanyahu, segundo o The Times of Israel.

“Desferimos um rude golpe no sistema de ameaças do Irão, minando a sua capacidade de nos colocar em perigo. Fortalecemos a posição de Israel como potência regional. Forjámos novas alianças e abrimos as portas à expansão do círculo da paz”, afirmou.
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EUA impõem sanções ao fornecimento e venda de armas ao Irão

A administração Trump implementou uma nova ronda de sanções contra o Irão, enquanto o futuro das negociações diplomáticas está em risco e o frágil cessar-fogo entre os EUA e o Irão está prestes a expirar.

As novas sanções atingem 14 indivíduos, empresas e aeronaves no Irão, Turquia e Emirados Árabes Unidos, alegadamente envolvidos na aquisição ou transporte de armas ou componentes para armas, incluindo drones, de acordo com um comunicado do Departamento do Tesouro dos EUA.

“O regime iraniano deve ser responsabilizado pela sua extorsão aos mercados globais de energia e pelo ataque indiscriminado a civis com mísseis e drones”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em comunicado.

As sanções atingem três pessoas ligadas a uma empresa iraniana já sancionada que “adquiriu milhares de servomotores com aplicações de ataque unidirecional para drones, que foram encontrados em drones Shahed-136 abatidos”. 

Teerão utilizou drones para atacar infraestruturas dos EUA e do Golfo Pérsico durante a guerra. Os Drones Shahed foram também amplamente utilizados pela Rússia contra a Ucrânia neste conflito.

As sanções visaram uma empresa sediada na Turquia, acusada de enviar “centenas de remessas de fibras de algodão” para uma empresa iraniana já sancionada. De acordo com o Departamento do Tesouro, “as fibras de algodão são processadas em nitrocelulose, que é utilizada para melhorar o desempenho dos motores de foguete de propelente sólido” e “os motores de foguete de propelente sólido são normalmente utilizados em mísseis balísticos”.

As sanções também atingiram várias pessoas ligadas à Mahan Air, uma companhia aérea iraniana que está sob sanções dos EUA por prestar apoio à Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão.
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Brent sobe 2,5% para perto de 98 dólares com incerteza sobre negociações

O barril de petróleo Brent para entrega em junho subiu hoje 2,5%, para perto dos 98 dólares no mercado de futuros, com dúvidas a surgirem sobre se EUA e Irão conseguirão avançar nas negociações de paz.

Às 17:30 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent, o índice de referência na Europa, subia 2,5% para 97,97 dólares, após esta manhã ter começado a negociar com descidas superiores a 1%, atingindo os 94,30 dólares.

Por seu lado, o West Texas Intermediate (WTI) está a negociar em alta, com subidas de 2,84% para 89,9 dólares.

O preço do petróleo começou a subir após o Governo do Paquistão, o país mediador, ter dito que ainda aguardava uma confirmação formal da presença da delegação iraniana.

Por sua vez, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, adiou a sua viagem ao Paquistão, sem ter sido definido um novo horário de partida, aumentando a incerteza quanto à realização de uma segunda reunião entre os dois países.

Além disso, o Presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que não irá prolongar o cessar-fogo com o Irão, que expira na quarta-feira.

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Líbano espera negociações diretas com Israel

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Líbano não procura o conflito mas não se deixará intimidar pelo Hezbollah

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou esta terça-feira que o seu Governo não procura o confronto com o Hezbollah, apoiado pelo Irão, mas que não se deixará intimidar.

Numa conferência de imprensa no Eliseu ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, Salam disse que vai precisar da ajuda de todos os parceiros do Líbano para que as negociações directas a nível dos embaixadores continuem ainda esta semana em Washington.

"Estamos a seguir este caminho, convictos de que a diplomacia não é um sinal de fraqueza, mas um ato responsável para não deixar nenhuma via inexplorada na restauração da soberania do meu país e na proteção do seu povo", disse Salam.

O dirigente libanês afirmou também que o país exige a "retirada total" das forças de Israel, que entreram no território durante os combates com a milícia xiita. 

Este novo episódio de guerra entre Israel e o Hezbollah provocou a fuga de milhares de pessoas. Nawaf Salam disse esta terça-feira que "o Líbano precisa de 500 milhões de euros para lidar com a crise humanitária". 
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Macron admite suspensão dos acordos UE-Israel se política israelita se mantiver

Emmanuel Macron admitiu, esta terça-feira, que suspender o acordo UE-Israel é uma "questão legítima" se os israelitas não mudarem a sua política.

Ao lado do primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, que foi recebido no Palácio do Eliseu, o presidente de França acrescentou que Israel deve "abandonar as suas ambições territoriais" no Líbano, acrescentando que o Hezbollah, pró-Irão, deve "cessar" os seus ataques em território israelita e ser desarmado "pelos próprios libaneses".

A atual trégua "deve ser prolongada para permitir o início de um processo genuíno de estabilização", disse o presidente francês aos jornalistas 

Defendeu ainda um "acordo político entre Israel e o Líbano que garanta a segurança de ambos os países, a integridade territorial do Líbano e estabeleça as bases para a normalização das suas relações".

Emmanuel Macron assegurou ainda que a França está "pronta para manter o seu compromisso no terreno" após a partida da UNIFIL, a missão da ONU, prevista para o final do ano.

Sobre as tréguas Irão-EUA, Macron avisou que "não podemos deixar que a guerra recomece".

Pediu por isso que se "dê tempo" às negociações entre os Estados Unidos e o Irão, apesar do iminente fim do cessar-fogo.

É "essencial" que a trégua, que continua "muito frágil", possa continuar, porque estas questões não serão resolvidas em poucas horas ou dias", declarou o presidente francês.
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Vance e altos funcionários chegam à Casa Branca entre incerteza quanto a viagem para Islamabad

O vice-presidente JD Vance chegou à Casa Branca, para reuniões, na tarde de terça-feira, enquanto os seus planos de ir ao Paquistão para as conversações de paz com o Irão permanecem incertos.

Esperava-se que o vice-presidente partisse para Islamabad de manhã, mas, por enquanto, os seus planos foram suspensos enquanto as autoridades se reúnem para discutir os próximos passos, disseram fontes à CNN.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, chegou à Casa Branca momentos depois do vice-presidente. O secretário de Estado, Marco Rubio, também foi visto a chegar à entrada da Ala Oeste da Casa Branca quase 50 minutos antes da chegada de Vance.
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TV estatal do Irão. Cessar-fogo entre EUA e Teerão termina à meia-noite GMT

A TV estatal iraniana afirma que o cessar-fogo expira à meia-noite GMT.

O canal de TV estatal do Irão afirma que o cessar-fogo com os EUA, em vigor desde 8 de abril, expirará às 3h30 da manhã de quarta-feira, hora de Teerão (00h00 GMT).

A hora coincide com a data de início da trégua de 14 dias, embora Trump a tenha estendido recentemente até à noite de quarta-feira, hora de Washington, D.C.

Por sua vez, o ministro da Informação do Paquistão, país mediador, afirmou que o cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão expira esta terça-feira às 23h50 GMT (00h50 de quarta-feira em Lisboa) anunciou .

"O cessar-fogo expira às 4h50 da manhã, hora do Pacífico, do dia 22 de abril", disse Attaullah Tarar à agência de notícias X, referindo-se à hora local.

O cessar-fogo estava previsto terminar na noite de terça-feira, embora, em declarações à Bloomberg, o presidente norte-americano, Donald Trump, tenha afirmado que terminará um dia depois, na noite de quarta-feira, hora de Washington. Acrescentou que era "muito improvável" que o prorrogasse.

O ministro paquistanês acrescentou que era de essencial importância que o Irão decidisse participar nas negociações com os EUA em Islamabad antes do termo da trégua, uma vez que Teerão ainda não indicou se enviará uma delegação até à capital paquistanesa.

Por seu lado, a radiotelevisão estatal iraniana garantiu que nenhuma delegação viajou para o Paquistão, enquanto responsáveis políticos de Teerão reiteraram que não vão negociar sob a pressão de ameaças.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês disse ter intensificado hoje os contactos diplomáticos com Estados Unidos, China, Egito e Arábia Saudita, face ao fim iminente do cessar-fogo.
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Momento-Chave
RTP /

Israel acusa Hezbollah de violação de cessar-fogo com o Líbano

O exército israelita afirmou esta terça-feira que o Hezbollah, um grupo libanês alinhado com o Irão, disparou vários rockets contra as suas tropas que operam no sul do Líbano, numa ação que descreveu como uma "violação flagrante" do acordo de cessar-fogo.

Referiu que disparou depois contra a posição do grupo xiita libanês que havia atacado as tropas israelitas.

Acrescentou que as sirenes nas comunidades do norte de Israel foram igualmente acionadas devido à interceção de um drone, lançado do Líbano antes de atravessar para território israelita.

Não houve comentários imediatos do Hezbollah.
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RTP /

Irão nega informação de Trump sobre oito mulheres condenadas à morte

O presidente norte-americano, Donald Trump, replicou esta terça-feira a publicação de um ativista americano, sobre oito mulheres alegadamente condenadas à morte no Irão.

Trump pediu ao governo xiita iraniano que as libertasse, no que seria um "ótimo começo para as negociações" esperadas entre Washington e Teerão, tendo em vista um fim definitivo da guerra.

Horas depois, o Irão negou que várias mulheres estejam a ser ameaçadas de execução, como afirma Trump.

A informação partilhada por Yakob, que apenas inclui imagens sem identificações, não foi verificada por fontes credíveis. 




A IHR e a ONG Juntos Contra a Pena de Morte (ECPM) noticiaram na semana passada que o Irão executou pelo menos 48 mulheres em 2025, um recorde em mais de 20 anos.

As autoridades iranianas declararam que os protestos de Janeiro começaram de forma pacífica antes de se transformarem em "tumultos apoiados por estrangeiros".

O governo reconheceu mais de 3.000 mortes, atribuindo a violência a "atos terroristas" orquestrados pelos Estados Unidos e por Israel. As ONG, no entanto, descreveram a repressão como tendo deixado milhares de mortos.
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RTP /

Destruição de imagem de Cristo no Líbano. Israel coloca dois soldados sob prisão militar por 30 dias

O exército israelita afastou dois soldados do serviço de combate e colocou-os em prisão militar durante 30 dias depois de terem destruído um crucifixo no sul do Líbano, informou esta terça-feira.

Uma foto que mostrava um soldado israelita a golpear com o lado cego de um machado uma escultura caída de Jesus na cruz gerou na segunda-feira uma ampla condenação por parte de políticos israelitas, dos Estados Unidos e de líderes religiosos.

A imagem foi publicada por Younis Tirawi, um repórter palestiniano que também já tinha divulgado fotos de aparente má conduta de soldados israelitas em Gaza.

Um comunicado militar afirmou que uma investigação sobre o incidente mostrou que um soldado danificou um símbolo religioso cristão, enquanto outro fotografava o ato. Seis outros militares estavam presentes sem tomar qualquer atitude ou interferir, segundo o comunicado.

O exército israelita afirmou estar a trabalhar com a comunidade local para substituir a estátua.

O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, condenou a profanação da estátua como uma conduta inaceitável e uma falha moral, segundo o comunicado.

Este tipo de punição é relativamente raro nas forças armadas israelitas, de acordo com grupos de defesa dos direitos humanos.

Em 2025, o grupo de monitorização de conflitos Action on Armed Violence afirmou ter constatado que Israel tinha encerrado ou deixado por resolver 88% dos casos de alegada má conduta em Gaza e na Cisjordânia.

Num caso recente, as acusações contra soldados acusados ​​de abusar sexualmente de um detido em Gaza foram retiradas.
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Momento-Chave
RTP /

Irão ainda não decidiu se participa em negociações no Paquistão e questiona "seriedade" dos EUA.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, disse à TV estatal iraniana esta terça-feira que o governo iraniano ainda não decidiu se irá participar em negociações com os Estados Unidos no Paquistão.

Afirmou que as ações dos EUA contra dois navios iranianos equivalem a "pirataria no mar e terrorismo de Estado" e questionou a seriedade de Washington nas negociações.

Baghaei afirmou que a hesitação de Teerão em participar nas negociações no Paquistão não se deve à indecisão, mas sim ao que descreveu como sinais e ações contraditórias por parte dos Estados Unidos.

“A razão não é a indecisão; trata-se de mensagens contraditórias, comportamentos contraditórios e ações inaceitáveis ​​por parte dos Estados Unidos”, disse Baghaei, segundo os meios de comunicação oficiais iranianos.

Baqaei afirmou que o Irão decidirá sobre a sua participação nas negociações “quando estas se tornarem orientadas para os resultados”.

Condenou ainda os ataques dos EUA contra navios iranianos, classificando-os como “uma grave violação do direito internacional”, bem como “pirataria marítima e terrorismo de Estado”.

Antes, Baghaei disse que os EUA estão a “recorrer à transferência de culpas enquanto violam o cessar-fogo e não cumprem compromissos importantes, incluindo a trégua no Líbano”.

O Paquistão aguarda ainda a confirmação oficial do Irão sobre a sua participação nas conversações de paz com os EUA esta semana, afirmou hoje o ministro da Informação paquistanês, Attaullah Tarar.
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RTP /

Oitava execução ligada aos protestos de janeiro no Irão

IAs autoridades iranianas anunciaram esta terça-feira a execução de um homem condenado por tentar incendiar uma mesquita em Teerão durante os protestos de janeiro e por colaborar com Israel e os Estados Unidos.

Segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), este é o oitavo homem executado em ligação com estas manifestações antigovernamentais, após julgamentos sumários.

"Amir Ali Mirjafari (...), um dos elementos armados que colaboraram com o inimigo, tentou incendiar a Grande Mesquita de Gholhak (um distrito de Teerão) e dirigiu as actividades anti-segurança do Mossad (serviço de informações israelita) na zona, foi enforcado esta manhã", anunciou o site Mizan Online, porta-voz do poder judicial.

Especificou que a sentença de morte, confirmada pelo Supremo Tribunal, se baseou no facto de ter agido em nome do "regime sionista, do governo americano (...) e de grupos hostis à segurança do país".

Segundo Mizan, estas ações ocorreram durante o amplo movimento de protesto que começou no final de dezembro em resposta ao aumento do custo de vida e que se transformou em manifestações antigovernamentais, culminando nos dias 8 e 9 de janeiro.

"A República Islâmica continua a retratar a agitação civil interna como espionagem para acelerar a execução de manifestantes", reagiu a IHR, organização sediada na Noruega.

A ONG indicou que a data da detenção de Mirjafari era desconhecida.

A IHR alertou para um possível aumento das execuções, "com centenas de manifestantes a enfrentarem atualmente acusações que podem resultar em pena de morte e pelo menos 30 já tendo sido condenados à morte".
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RTP /

Deputado iraniano afasta negociações com os EUA até que bloqueio naval seja resolvido

O deputado iraniano Ahmad Naderi afirmou que nenhuma equipa de negociação iraniana se deslocou ao Paquistão para falar com os EUA e que Teerão “não negociará até que a questão do bloqueio naval esteja resolvida”.

Naderi disse ainda que as notícias sobre a presença de uma delegação iraniana no Paquistão são “uma completa mentira”.

O Irão ainda não confirmou se participará nas conversações de paz no Paquistão esta semana, afirmou hoje cedo o ministro da Informação paquistanês, Attaullah Tarar, numa publicação no X.
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RTP /

Kremlin vê Irão "preso por falsas promessas" e dá apoio a negociações

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, disse que o Kremlin vê "ameaças e promessas" nas negociações entre os EUA e o Irão, mas não factos.

"E vemos a posição do Irão, que argumenta, com razão, que já se viu preso por falsas promessas, incluindo o próprio Plano de Ação Conjunto Global", disse, citado pela agência de notícias russa TASS, referindo-se ao acordo de 2015, assinado durante a administração do ex-presidente norte-americano Barack Obama, que limitou o programa nuclear iraniano em troca do alívio das sanções.

Lavrov afirmou ainda que a Rússia está a analisar os desenvolvimentos em torno de possíveis novas negociações no Paquistão, ciente de que "a situação pode mudar drasticamente em 24 horas".

"Se os actuais esforços dos negociadores iranianos e norte-americanos, que apoiamos, resultarem em algo semelhante ao acordo de 2015, penso que será um grande sucesso", acrescentou.
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Momento-Chave
RTP /

Médio Oriente: Bolsas de valores caem no meio da incerteza

As bolsas globais fecharam em queda esta terça-feira, com as perspetivas de paz no Médio Oriente cada vez mais incertas após o fim do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão.

Na Europa, Paris perdeu 1,14%, Londres 1,05%, Frankfurt 0,60% e Milão 0,63%.

Em Nova Iorque, por volta das 15h50 GMT, o índice Nasdaq recuava 0,11% e o índice S&P 500, 0,23%. O índice Dow Jones descia 0,16%.

A tensão aumenta no mercado petrolífero, um barómetro da confiança dos investidores desde o início do conflito.

Após uma sessão estável, o petróleo Brent, referência europeia, subiu 2,65% para 98,01 dólares por barril. O seu equivalente nos EUA, o WTI, avançou 4,27% para 93,44 dólares.

"O risco de uma escalada ainda maior após o fim da trégua não deve ser subestimado. Se as partes em conflito não chegarem a acordo até lá, isso poderá desencadear uma conflagração regional", disse Andreas Lipkow, da CMC Markets.
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Momento-Chave
RTP /

UE concorda em alargar sanções contra o Irão para incluir violações de direito de navegação do Estreito de Ormuz

Os países da União Europeia concordaram em alargar as sanções contra o Irão para incluir os responsáveis ​​pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, devido a violação do direito à livre navegação, afirmou esta terça-feira a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas.

Kallas disse ainda ter solicitado aos ministros dos Negócios Estrangeiros, numa reunião realizada no Luxemburgo, o reforço da missão naval da UE no Médio Oriente, que atualmente protege os navios dos ataques do grupo rebelde houthi do Iémen no Mar Vermelho.

“A UE já impôs sanções abrangentes ao Irão, mas hoje também chegámos a um acordo político para alargar o nosso regime de sanções, de modo a abranger também os responsáveis ​​por violações da liberdade de navegação”, afirmou a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas.

Na sua reunião no Luxemburgo, os ministros sublinharam que a liberdade de navegação é “innegociável”, segundo Kallas.

“As mudanças diárias de posição, seja com o Estreito de Ormuz aberto ou fechado, são imprudentes. O trânsito pelo estreito deve manter-se gratuito”, declarou a representante da UE.
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RTP /

Guerra entre Israel e o Hezbollah fez 2.454 mortos, segundo novo balanço oficial

As autoridades libanesas reviram em alta, para 2.454, o número de vítimas mortais nos bombardeamentos israelitas a alegados alvos do Hezbollah no Líbano.

 
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RTP /

Irão. Pelo menos 3.600 pessoas detidas sob acusações relacionadas com a guerra

De acordo com a organização Iran Human Rights (IHR), o número de detidos baseia-se em informações dos meios de comunicação estatais e em inquéritos próprios.

Representa também um mínimo, tendo em conta as atuais restrições à Internet no Irão, e o número real de detenções é "provavelmente muito maior".

Das 3.646 detenções registadas desde o início da guerra, a 28 de Fevereiro, desencadeada por um ataque israelo-americano ao Irão, pelo menos 767 ocorreram após o cessar-fogo ter entrado em vigor a 8 de Abril.

"As acusações contra os detidos dizem sobretudo respeito a espionagem, comunicação com serviços de informação estrangeiros, transmissão de imagens ou coordenadas de locais sensíveis para órgãos de imprensa estrangeiros, bem como tentativas de estabelecer células operacionais ou de se envolver em atividades armadas", afirmou a ONG, sediada na Noruega.

Indivíduos foram também detidos por utilizarem e distribuírem terminais de internet por satélite Starlink para contornar os bloqueios de internet ou por alegada colaboração com grupos monárquicos.

Mais de 100 ativistas da sociedade civil estão entre os detidos, segundo a IHR, incluindo a conceituada advogada e vencedora do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento do Parlamento Europeu, Nasrin Sotoudeh, que foi detida a 2 de abril.

A sua filha, Mehraveh Khandan, indicou no Instagram, no sábado, que a mãe ligou à família pela primeira vez desde a sua detenção, afirmando que estava a ser mantida sob custódia pelo Ministério dos Serviços de Informações.

Narges Mohammadi, vencedora do Prémio Nobel da Paz, permanece na prisão de Zanjan (norte do Sudão) após a sua detenção em Dezembro, antes da guerra.

Celebrou o seu 54º aniversário na terça-feira e, segundo a sua fundação, a sua saúde é considerada "grave" depois de ter sofrido um ataque cardíaco em março.
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RTP /

Pentágono admite não vir a reparar bases e instalações dos EUA atingidas por Teerão

O Departamento de Defesa dos EUA ainda não sabe quanto custará a reparação das bases e instalações americanas no Médio Oriente, após os danos sofridos durante a guerra com o Irão.

O financiamento para as reparações não está incluído na proposta orçamental de 1,5 biliões de dólares da agência para o próximo ano e ainda está por definir a estratégia a seguir quanto às instalações militares.

“Isso não está refletido na proposta [para 2027], e parte disso deve-se à necessidade de avaliarmos qual deve ser a nossa postura no Médio Oriente, certo? Precisamos de garantir que compreendemos o que queremos construir no futuro”, disse Jules ‘Jay’ Hurst III, funcionário do Pentágono, que atualmente trabalha como controlador da agência, numa conferência de imprensa sobre o orçamento.

Hurst afirmou que o Pentágono não tem “um valor final para os danos nas nossas instalações no exterior” e que isso depende “da forma como decidiremos reconstruí-las, ou se as reconstruiremos”.

“Os nossos parceiros também podem contribuir com uma parte para esta construção”, acrescentou Hurst. “Portanto, não temos uma estimativa precisa do que seria necessário para reconstruir estas instalações”.

Antes de ser acordado o cessar-fogo entre os EUA e o Irão, as forças e instalações americanas em toda a região foram repetidamente visadas e atingidas por drones e mísseis iranianos. Hurst afirmou que qualquer pedido de fundos para a construção e reparação de instalações americanas seria feito num pedido de financiamento separado e futuro.

O orçamento solicitado de 1,5 biliões de dólares para 2027 representaria um aumento de 42% no financiamento do Departamento de Defesa, disseram as autoridades na terça-feira.
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RTP /

Vance permanece em Washington para reuniões sobre estratégia no braço de ferro com o Irão

O vice-presidente JD Vance permanece em Washington, permanecendo a incerteza sobre se ou quando partirá para o Paquistão, segundo fontes familiarizadas com as negociações, em declarações à CNN. 

A Casa Branca planeia realizar novas reuniões na terça-feira para discutir os próximos passos, e Vance participará nelas, disseram as fontes.

Um funcionário da Casa Branca disse à CNN que “estão a decorrer reuniões adicionais sobre políticas na Casa Branca, nas quais o vice-presidente participará”.

A expectativa era que Vance partisse para Islamabad na manhã de terça-feira, para nova ronda de negociações quarta-feira. 

Uma questão crucial, no entanto, permanecia em aberto: a presença da delegação iraniana, que, até ao final da manhã de terça-feira, não tinha sido confirmada por Teerão.
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RTP /

Comissário europeu. Crise não é energética, é de combustíveis

O comissário europeu da Energia disse hoje que a crise atual, provocada pela guerra no Médio Oriente, "não é energética, é de combustíveis" e defendeu que a Europa jamais deve voltar a importar "uma única molécula" da Rússia.

Dan Jørgensen, que falava em Madrid, no evento anual da associação Wind Europe, que promove as eólicas na União Europeia (UE), defendeu que a Europa deve acabar totalmente com a importação de energia russa e continuar a apostar na autonomia energética e na descarbonização da economia.

A UE não pode voltar a importar "nem uma única molécula de energia da Rússia", seria "um grande erro", disse o comissário Dan Jørgensen, que lembrou como a Europa foi consciente da dependência energética que tinha após o ataque da Rússia à Ucrânia em 2022.

"Esse erro não se pode voltar a cometer", realçou.

O comissário destacou como quatro anos depois, e face a uma nova crise, agora por causa do conflito dos EUA e Israel com o Irão, a Europa conseguiu afastar-se da dependência energética da Rússia e é mais autónoma.

Dan Jørgensen afirmou que a crise atual não energética, mas de combustíveis, com a Europa a estar numa situação melhor do que em 2022 com a aposta nas renováveis e na diversificação da origem do abastecimento.

O comissário considerou que a independência energética europeia só será possível com mais renováveis e sublinhou que o conflito atual no Médio Oriente está a custar 500 milhões de euros adicionais por dia à UE por causa dos combustíveis fósseis.

"Precisamos de investir fortemente nas nossas fontes de energia próprias", defendeu, realçando o potencial das eólicas.

Dan Jørgensen, que lembrou que a Comissão Europeia divulgará na quarta-feira um conjunto de propostas no contexto da guerra no Médio Oriente, defendeu que é preciso um sistema "mais flexível e mais integrado", para evitar desperdício de energia na Europa e aproveitar todo o potencial das renováveis.

O comissário reconheceu ainda que é importante agilizar processos administrativos para licenciamentos e que "a vontade política" é essencial para um avanço mais rápido.
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RTP /

ITA Airways reforça as suas ligações à Ásia

A companhia aérea italiana ITA Airways anunciou esta terça-feira que vai aumentar as suas ligações à Índia e à Tailândia em agosto, no meio de um clima geopolítico instável devido à guerra no Médio Oriente.

"Ao longo de agosto de 2026, o voo direto da ITA Airways entre Roma Fiumicino e Banguecoque passará de três para cinco frequências semanais, enquanto a ligação entre Roma Fiumicino e Deli passará a ser diária, com sete voos por semana", em comparação com os atuais cinco ou seis, segundo um comunicado da companhia aérea.
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Momento-Chave
RTP /

Teerão promete firmeza na resposta a eventuais novos ataques e afasta concessões

Uma porta-voz do Governo iraniano declarou à agência de notícias estatal IRNA que Teerão tem as armas em punho durante as negociações e que as forças de defesa estão em "total prontidão".

Fatemeh Mohajerani não confirmou nem negou explicitamente se o Irão participará na próxima ronda de negociações em Islamabad.

"Temos duas estratégias à nossa frente: a primeira é a estratégia da guerra e a segunda é a estratégia da diplomacia", disse Mohajerani.

"Não queremos ser atacados novamente, mas se tais ataques ocorrerem, certamente responderemos com mais firmeza do que antes."

Afirmou ainda que a equipa de negociação do Irão "não fará concessões, nem mesmo em relação aos interesses nacionais".
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RTP /

Paquistão ainda aguarda resposta de Teerão sobre nova presença em Islamabad

O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, afirmou numa publicação na rede X, que o país continua a aguardar uma resposta formal do Irão sobre se irá ou não participar na na segunda ronda de negociações de paz com os EUA em Islamabad.

É o reconhecimento público, pela primeira vez, de que a presença iraniana na capital paquistanesa está longe de estar garantida, apesar dos esforços "sinceros" do Paquistão.

"A decisão do Irão de participar nas negociações antes do fim do cessar-fogo de duas semanas é crucial", escreveu Tarar, acrescentando que o Paquistão tem feito esforços sinceros para convencer a liderança iraniana a participar na segunda ronda de negociações.

O mediador "está em contacto constante com os iranianos e segue o caminho da diplomacia e do diálogo", garantiu.
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RTP /

Teerão condena detenções de alegados membros de grupo terrorista nos Emirados Árabes Unidos

O Irão condenou hoje as detenções anunciadas na segunda-feira pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), que afirmaram ter desmantelado um "grupo terrorista" com ligações a Teerão e que planeava ataques no país.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Bagaei, disse que as detenções eram infundadas e instou os EAU a "respeitar os direitos e a dignidade humana dos indivíduos e a abster-se de quaisquer (...) represálias".

Num comunicado, as autoridades dos Emirados anunciaram na segunda-feira a detenção de vários membros de um grupo terrorista ligado ao Wilayat al-Faqih, um grupo pró-iraniano.

Os suspeitos realizavam atividades para "minar a unidade nacional e desestabilizar o país" e fomentar "alianças estrangeiras", segundo o comunicado oficial divulgado pela agência de notícias local WAM.
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Momento-Chave
RTP /

Paquistão insta EUA e Irão a prolongar cessar-fogo

O Paquistão instou os Estados Unidos e o Irão a prolongarem o cessar-fogo de duas semanas, informou o ministério paquistanês dos Negócios Estrangeiros em comunicado esta terça-feira.
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Momento-Chave
RTP /

Trump critica Irão pelo tratamento dado aos manifestantes

O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a criticar o Irão pelo tratamento dado pelo regime aos manifestantes, à medida que se aproxima o prazo para um novo acordo.

"Não gostam de mencionar isto: 42 mil manifestantes desarmados, inocentes, muitos deles enforcados. Portanto, não estamos a lidar com o grupo de pessoas mais amigável, mas estamos a lidar com eles com muito sucesso", disse na entrevista à CNBC.
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Um Olhar Europeu com Franceinfo /

Tradicional "fish and chips" torna-se vítima colateral da guerra no Médio Oriente

Os pescadores estão a sair menos para o mar devido ao aumento do preço do petróleo o que faz com que o preço do peixe aumente e que o popular prato para os britânicos esteja a tornar-se um produto de luxo.

Leon Neal / AFP



No Reino Unido, a guerra no Médio Oriente está a ameaçar o sacrossanto peixe com batatas fritas

Com o aumento do preço do petróleo, os pescadores estão a sair menos e o preço do peixe está a subir. Os pescadores estão a tentar adaptar-se, tal como Omer, que tem uma banca de peixe com batatas fritas no sul de Londres.

"Antigamente, o bacalhau era um dos peixes, não posso dizer baratos, mas com um preço razoável", diz o comerciante que compra peixe fresco todas as manhãs. "Hoje, é um dos peixes mais populares e, sobretudo, o mais caro. Em 2013, quando abri a minha loja, pagava cerca de 8 euros o quilo. Agora, o preço subiu para 25 euros o quilo. Isto é inédito, o que significa que um único peixe custa quase 10 euros".

O peixe e as batatas fritas tornaram-se um produto de luxo, lamenta Omer, à medida que os clientes escasseiam. "Por exemplo, uma família que costumava comer quatro peixes e duas porções de batatas fritas, agora come dois peixes e uma porção de batatas fritas, e está a mudar para porções ainda mais pequenas"."Situação vai piorar"Para cobrir os custos, o proprietário obtém a sua margem de lucro de outras formas: "Vendemos outros produtos, como salsichas, tartes e batatas fritas. Estamos a tentar ganhar dinheiro assim, porque não podemos praticar preços exorbitantes no peixe. É claro que estamos preocupados com o futuro. Tenho pena de todos, tenho pena de mim próprio, devido ao número de horas que dedico ao meu negócio, e tenho pena dos clientes que trabalham arduamente para ganhar o seu dinheiro. E um único pedaço de peixe a 12 euros é demasiado caro para eles também. Sabe, é preocupante. Parece que a situação vai piorar, não será fácil para ninguém".

Ainda existem mais de dez mil restaurantes de peixe e batatas fritas no Reino Unido, mais do que todas as cadeias populares como o KFC, o McDonald's e a Pizza Hut juntas. Mas metade deles estão ameaçados de encerramento, de acordo com a Federação Nacional de Vendedores de Peixe e Batatas Fritas.

Radio France / 20 abril 2026 19:09 GMT+1

Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa
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RTP /

Trump sugere que a China ajudou o Irão a reconstruir o seu arsenal

Donald Trump sugeriu esta terça-feira que a China ajudou o Irão a reconstruir o seu arsenal durante uma entrevista telefónica transmitida em direto pela CNBC.

Os iranianos "provavelmente reconstruíram um pouco os seus stocks" desde que o cessar-fogo entrou em vigor, disse o presidente norte-americano, acrescentando que os Estados Unidos "capturaram ontem um barco que transportava algumas coisas, o que não foi muito bom, talvez um presente da China, não sei".

"Fiquei um pouco surpreendido", acrescentou, dizendo: "Pensei que tinha um acordo com o presidente Xi (Jinping), mas tudo bem, é assim que as coisas são em tempos de guerra".
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RTP /

Cresce a incerteza sobre a continuação do cessar-fogo no Médio Oriente

Trump ameaça com bombardeamentos, mas o Irão diz que não aceita ultimatos.

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RTP /

Israel mantém objetivo de desarmar o Hezbollah e sobe tom das ameaças

Antes de voltarem às negociações, o ministro da defesa israelita diz que o grupo libanês "vai pagar com a própria vida".

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RTP /

Primeiro-ministro da Hungria deixou um aviso a Benjamin Netanyahu

Diz que o Chefe de Governo de Israel deixou de ser bem vindo e que, se for caso disso, não terá dúvidas em cumprir o mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional.

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RTP /

Portugueses ajustam planos de férias por causa da guerra

Não é a consequência mais importante da guerra mas afeta milhares de pessoas. As companhias aéreas estão a cancelar rotas e a diminuir a frequência de voos por causa do preço dos combustíveis.

Os portugueses que viajam para o estrangeiro estão a ajustar planos de férias e a procurar destinos mais seguros e mais baratos.
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RTP /

Trump diz que os EUA vão fechar um "grande acordo" com o Irão

O presidente Donald Trump disse, esta terça-feira, em entrevista à CNBC, que os EUA estão numa posição negocial forte com o Irão e que vão fechar um "grande acordo".

"Penso que vamos chegar a um grande acordo. Penso que não têm escolha", disse o presidente norte-americano, referindo-se aos líderes iranianos, durante uma entrevista à CNBC.

Washington manifestou confiança de que as conversações com o Irão prosseguirão no Paquistão, e um alto funcionário iraniano disse que Teerão estava a considerar participar.

Trump acrescentou ainda que não quer “prorrogar o cessar-fogo” e que os Estados Unidos estão prontos “para ação militar”.

"Não quero fazer isso. Não temos assim tanto tempo", disse Trump quando questionado sobre a possibilidade de prolongar o cessar-fogo.

Com a perspectiva de novas conversações de paz de última hora ainda incerta, Trump disse que os EUA retomariam os seus ataques ao Irão se não for fechado um acordo com Teerão em breve.

"Espero bombardear, porque acho que essa é a melhor atitude para se entrar em conflito. Mas estamos prontos para agir. Quer dizer, as forças armadas estão ansiosas para entrar em ação", disse.

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RTP /

Pentágono afirma que forças norte-americanas abordaram petroleiro sancionado durante a noite

O Pentágono afirma que as forças norte-americanas abordaram um petroleiro sancionado durante a noite "sem incidentes" na região do Indo-Pacífico, num esforço para "desmantelar redes ilícitas" que apoiam o Irão.

Numa publicação no Facebook, o Departamento de Guerra dos EUA afirma que "realizou uma interdição marítima e abordagem do navio apátrida sancionado M/T Tifani sem incidentes".

O departamento partilhou esta atualização com fotos e vídeos da operação.

O departamento afirma que continua a "procurar esforços globais de fiscalização marítima para desmantelar redes ilícitas e intercetar embarcações sancionadas que prestam apoio material ao Irão - onde quer que operem".

"As águas internacionais não são um refúgio para embarcações sancionadas", acrescenta.
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Lusa /

Preço dos combustíves para uso privado sobe 12,9% em março na UE

O preço dos combustíveis para transportes privados subiu 12,9% na União Europeia (UE) e 12,2% em Portugal, em março face ao mês homólogo, divulgou hoje o Eurostat.

Até fevereiro, refere o serviço estatístico da UE, o preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte privado no bloco estava, de um modo geral, a diminuir, tanto na média da UE como na maioria dos países da UE.

No entanto, registou-se um aumento significativo em março de 2026, devido às tensões no Golfo Pérsico e encerramento, pelo Irão, do estreito de Ormuz.

Em março, quase todos os países da UE registaram também aumentos homólogos de preços, com a Alemanha à cabeça (19,8%), seguida da Roménia (19,6%), Países Baixos (18,8%), Letónia (18,5%) e Áustria (17,2%).

Na Hungria e na Eslovénia, os preços diminuíram 2,7% e 5,9%, respetivamente, em comparação com março de 2025.

A navegação está novamente paralisada desde segunda-feira no estreito de Ormuz, com Teerão e Washington a imporem bloqueios distintos, e os navios iranianos a continuarem a testar o bloqueio norte-americano.

O Irão reverteu no sábado a decisão de reabrir a via navegável agravando as tensões com os Estados Unidos antes do fim do cessar-fogo, que teoricamente pode terminar entre a noite de hoje e a manhã de quarta-feira, hora de Teerão.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram o ataque aéreo ao Irão no passado dia 28 de fevereiro sendo que a situação no Golfo Pérsico agravou-se devido aos bloqueios impostos aos cargueiros, sobretudo petroleiros.

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Momento-Chave
RTP /

Trump acusa Irão de "violar o cessar fogo em diversas ocasiões"

A acusação surge numa publicação na rede Truth Social, mas o presidente norte-americano não acrescenta qualquer informação mais sobre os casos a que se refere.

O comentário surge no meio da contínua incerteza sobre se uma segunda ronda de negociações de paz entre o Irão e os EUA terá lugar hoje no Paquistão.

No domingo, Trump acusou o Irão de disparar contra navios que passavam pelo estreito de Ormuz, alegando que isso violava o acordo de cessar-fogo que expira amanhã.

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou, no entanto, que foi o bloqueio da via navegável por Washington que constituiu uma violação do acordo.
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Um olhar Europeu com RTBF /

Paquistão, o novo guarda-chuva nuclear do Médio Oriente

Durante muito tempo visto como um Estado frágil, o Paquistão pode tornar-se uma peça de xadrez essencial para a segurança na região.

Asim Hafeez / REUTERS



No início de março, Emmanuel Macron anunciou uma revolução estratégica: França passaria a ter uma "dissuasão avançada". 

Em termos concretos, o arsenal nuclear francês deixaria de proteger apenas o próprio país para se tornar um escudo para toda a Europa, com garantias alargadas aos aliados e exercícios militares conjuntos. Uma ideia brilhante que inspirou imediatamente... o Paquistão.

Islamabad aproveitou rapidamente a oportunidade comercial oferecida por esta nova abordagem. 

Há alguns meses, o Paquistão e a Arábia Saudita assinaram um acordo histórico de defesa mútua: qualquer agressão contra um dos países seria considerada como uma agressão contra ambos. 

O pormenor que muda tudo? O Paquistão continua a ser o único país muçulmano a possuir oficialmente armas nucleares, com 170 ogivas. Assim, Riade acabou por passar o guarda-chuva nuclear para o Paquistão.
Um guarda-chuva para dois inimigos declarados
Há uma hipótese que circula atualmente nas embaixadas e nos serviços secretos internacionais: O Irão, que se encontra sob pressão militar dos Estados Unidos e de Israel desde o final de fevereiro, poderia também refugiar-se sob esta proteção nuclear paquistanesa. Este cenário colocaria Islamabad numa posição sem precedentes de oferecer a sua garantia nuclear a dois rivais irreconciliáveis.

De um lado, a Arábia Saudita sunita e, do outro, o Irão xiita. Duas potências regionais que já lutam entre si por procuração no Iémen, no Líbano e na Síria. No entanto, esta configuração geopoliticamente explosiva pode muito bem tornar-se realidade, transformando o Paquistão no árbitro nuclear do Médio Oriente.A dimensão empresarial da bombaPor detrás desta revolução estratégica está uma lógica puramente económica. Ninguém empresta a sua bomba nuclear por pura simpatia. A Arábia Saudita financiou o programa nuclear do Paquistão nos anos 80, pelo que este novo acordo parece ser um retorno de investimento particularmente suculento.

Para o Irão, o quid pro quo seria diferente, mas igualmente atrativo: Islamabad poderia obter gás iraniano a preços reduzidos ou acesso privilegiado a portos estratégicos. Se esta hipótese se confirmar, a dissuasão nuclear deixaria de ser um mero símbolo de prestígio nacional e tornar-se-ia um verdadeiro serviço comercial. 

O Paquistão, durante muito tempo visto como um Estado frágil, tornar-se-ia então uma peça de xadrez essencial de segurança para o Médio Oriente. 

Num mundo em que as grandes potências se fecham sobre si próprias, o guarda-chuva nuclear está a ser privatizado. E já não é Paris que dita a doutrina, mas Islamabad que vende as suas apólices de seguro a quem paga mais.

Amid Faljaoui / 20 april 2026 08:50 GMT+1

Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa
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RTP /

Colonos israelitas disparam contra palestinianos na Cisjordânia

O Crescente Vermelho Palestiniano anunciou esta terça-feira a morte de duas pessoas, incluindo um adolescente, que foram baleadas durante um ataque de colonos israelitas a uma aldeia na região central da Cisjordânia ocupada.

Num breve comunicado, o Crescente Vermelho reportou duas mortes, "uma de 13 anos e outra de 32, e quatro feridos por munições reais durante um ataque de colonos à aldeia de Al-Moughayer, perto de Ramallah". "Os feridos foram levados para o hospital", acrescentou o comunicado.

Quando contactado pela AFP, o exército israelita, que ocupa a Cisjordânia desde 1967, indicou que estava a investigar os factos.
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RTP /

Exército israelita emite nova ameaça para os residentes do sul do Líbano

O exército israelita emitiu uma ameaça aos residentes do sul do Líbano, alertando-os para “não se deslocarem para sul da linha das aldeias indicada e dos seus arredores” num mapa.

“Além disso, aproximar-se da área do Rio Litani, Wadi Salhania e Saluki não é permitido”, acrescentou o seu porta-voz numa publicação nas redes sociais, enumerando uma série de aldeias que os residentes foram alertados para não atravessarem ou regressarem.
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RTP /

Amnistia Internacional considera que Portugal violou direito internacional humanitário

A violação aconteceu, diz a Amnistia, por Portugal ter permitido a escala de três caças na base das lajes que foram vendidos a Israel pelos Estados Unidos.

Foto: António Araújo - AFP

No relatório anual, a Amnistia destaca ainda os crimes de ódio e, por exemplo, a escassez de habitação como pontos que mais preocupam em Portugal.

No mundo, concluiu que o ano 2025 ficou marcado por ataques às relações internacionais, ao direito internacional e à sociedade civil.

A organização afirma que os líderes mundiais têm sido submissos e critica, em concreto, a União Europeia por apaziguar os ataques dos Estados Unidos ao direito internacional.

A Amnistia alerta ainda que o mundo já vive um novo tempo que é racista, patriarcal e de anti direitos.

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Após 50 dias em terra
RTP /

Iran Air vai retomar voos domésticos na quarta-feira

A Iran Air anunciou a retoma dos seus voos domésticos a partir de quarta-feira, pondo fim a uma paralisação de 50 dias provocada pela guerra, informou a agência de notícias Tasnim.

A primeira rota a voltar a operar será o corredor Teerão-Mashhad, com os voos de regresso a serem também retomados no mesmo dia
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RTP /

Irão condena destruição de locais de minorias religiosas nos ataques dos EUA e Israel

O Alto Conselho de Direitos Humanos do Irão condenou os ataques dos EUA e de Israel contra locais religiosos, culturais e históricos em todo o país, afirmando que os ataques revelam uma tentativa deliberada de destruir símbolos de minorias religiosas no Irão, segundo a agência de notícias estatal IRNA.

A declaração afirmou que a destruição direcionada da Sinagoga Judaica de Teerão, um local histórico de culto, bem como os graves danos na Catedral Ortodoxa de São Nicolau e na Igreja Ortodoxa Grega de Santa Maria, ultrapassaram as violações do direito internacional humanitário e equivalem a um ataque à liberdade fundamental de crença.

“Estes ataques não só demonstram o completo desrespeito destes regimes agressores pelos direitos humanos básicos e pelas normas internacionais, como também evidenciam uma intenção sinistra de eliminar os símbolos de identidade das minorias religiosas no Irão”, referiu o comunicado.

Acrescentou ainda que as minorias religiosas do Irão “usufruem sempre dos seus direitos religiosos dentro da estrutura das leis e do respeito mútuo”.
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Momento-Chave
Após atravessar Mar Arábico
RTP /

Petroleiro iraniano conseguiu contornar bloqueio dos EUA

Teerão afirmou que um petroleiro iraniano conseguiu entrar nas águas territoriais do país na noite passada, apesar das repetidas ameaças dos militares norte-americanos.

“Apesar dos múltiplos avisos e ameaças da força-tarefa naval do Exército dos EUA… o petroleiro iraniano Sili City, com o apoio operacional da Marinha do Exército… entrou em águas territoriais iranianas na noite passada, após atravessar o Mar Arábico”, afirmou o gabinete de relações públicas do Exército num comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Mehr.

O petroleiro “está ancorado há várias horas numa das zonas de fundeio dos portos do sul da República Islâmica do Irão”, prosseguiu o comunicado.
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Cristina Sambado - RTP /

Ortega acusa Trump de "instabilidade mental" por lançar guerra com o Irão

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acusou o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, de sofrer de "instabilidade mental" por ter lançado uma guerra contra o Irão que abalou o Médio Oriente e a economia global.

Jairo Cajina - El 19 Digital via AFP

O antigo guerrilheiro de extrema-esquerda, cujo governo é acusado de tendências autoritárias por Washington e por várias organizações internacionais, vinha adotando até então um tom moderado em relação ao ocupante da Casa Branca após a ofensiva iniciada a 28 de fevereiro.

"A guerra travada desta forma pelo presidente norte-americano é típica de alguém que perdeu a cabeça e pensa que pode cometer qualquer ato, qualquer crueldade", declarou Ortega durante uma cerimónia em Manágua transmitida na segunda-feira pelos meios de comunicação estatais.

"É um problema, sejamos francos, de desequilíbrio mental. Como dizemos aqui, ele não está no seu perfeito juízo", acrescentou o líder latino-americano, que criticou ainda Donald Trump por publicar uma imagem sua como Jesus Cristo na plataforma Truth Social.

Ele publicou uma fotografia sua vestido de Cristo, a realizar curas. Quantas pessoas curou realmente? O povo americano e os povos do mundo vão responsabilizá-lo por quantas pessoas matou”, vociferou o presidente da Nicarágua.

Daniel Ortega, antigo líder da guerrilha sandinista que derrubou a ditadura na Nicarágua em 1979, aliado da União Soviética e de Cuba durante a Guerra Fria regressou ao poder em 2007, após eleições contestadas pela comunidade internacional.

No seu discurso, Ortega, que governa o país com a sua mulher Rosa Murillo, denunciou ainda as recentes sanções americanas contra dois dos seus filhos, acusados de participar numa tomada de poder no país. “Estão a ficar sem pessoas para sancionar”, ironizou.No passado domingo, membros da comunidade nicaraguense na Costa Rica e nos Estados Unidos pediram justiça no oitavo aniversário da repressão de uma manifestação que fez mais de 300 mortos em Manágua.

Durante o governo de Daniel Ortega, centenas de milhares de nicaraguenses foram forçados ao exílio, incluindo figuras políticas, intelectuais, líderes religiosos, estudantes, líderes sociais e jornalistas.

c/Agências 
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RTP /

Primeiros funerais coletivos para combatentes do Hezbollah no sul do Líbano

O Hezbollah, um grupo pró-Irão, está a realizar esta terça-feira funerais coletivos para 44 combatentes, os primeiros no sul do Líbano desde o início da guerra com Israel, a 2 de março, após a implementação de um cessar-fogo na sexta-feira.

Os funerais incluirão 15 combatentes e um civil na aldeia de Qlayleh e outros 29 combatentes na aldeia de Kfarsir, detalhou o movimento xiita pró-Irão em comunicado, sem especificar o número total das suas baixas em ataques aéreos israelitas e em combates com tropas que entraram em zonas do sul.

Um cortejo fúnebre passará por várias aldeias antes do enterro, que, segundo o Hezbollah, permitirá que "as almas abençoadas regressem à terra do sul".

Nos subúrbios do sul de Beirute, quatro combatentes do Hezbollah foram sepultados na segunda-feira, segundo um fotógrafo da AFP, na presença de dezenas de familiares e apoiantes, incluindo mulheres e crianças, que transportavam retratos dos falecidos.

Outros três combatentes do grupo armado foram sepultados na segunda-feira em três locais diferentes no Vale do Bekaa, no leste do país, de acordo com o canal de televisão Al-Manar, afiliado do Hezbollah.

Alguns destes combatentes mortos durante a guerra tinham sido inicialmente sepultados temporariamente fora do sul, uma prática muçulmana xiita permitida em circunstâncias excecionais.

Os ataques aéreos e os combates israelitas fizeram 2.387 mortos e um milhão de deslocados no país desde o início de março, segundo um balanço oficial, que não especifica se estes números incluem civis ou combatentes.

Este número inclui pelo menos 274 mulheres e 177 crianças, de acordo com o Ministério da Saúde libanês.
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Afirma deputado iraniano
RTP /

Negociações com os EUA são "inaceitáveis"

O deputado iraniano Mohammad Reza Mohseni Sani, membro da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento, lançou novas dúvidas sobre as negociações com os EUA.

Em declarações divulgadas pela agência de notícias iraniana Mehr, afirmou que “as negociações não são aceitáveis” na “situação atual”, acusando os EUA de serem “excessivamente exigentes” e de perseguirem objetivos ocultos para benefício próprio.

“Dadas as condições atuais, as recentes agressões e o historial que temos com os Estados Unidos em negociações anteriores, a próxima ronda de negociações está, se Deus quiser, descartada”, disse.
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Em troca de criptomoedas
RTP /

Mensagens fraudulentas oferecem passagem segura aos navios pelo Estreito de Ormuz

Mensagens fraudulentas que prometem a passagem segura pelo Estreito de Ormuz em troca de criptomoedas foram enviadas para algumas companhias de navegação cujos navios estão retidos a oeste da via navegável, alertou a empresa grega de gestão de riscos marítimos MARISKS.

Os EUA mantêm o bloqueio aos portos iranianos, enquanto o Irão suspendeu e reimpôs o bloqueio ao Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes do início da guerra no Médio Oriente.

Em plenas negociações de cessar-fogo, Teerão, que controla o ponto de estrangulamento, propôs a cobrança de portagens para que os navios possam transitar em segurança.

Na segunda-feira, a MARISKS emitiu um alerta avisando os armadores de que agentes desconhecidos, alegando representar autoridades iranianas, enviaram mensagens a algumas empresas de navegação exigindo taxas de trânsito em criptomoedas, Bitcoin ou Tether, para "libertação".

"Estas mensagens específicas são um golpe", afirmou a empresa, acrescentando que a mensagem não foi enviada pelas autoridades iranianas.

Não houve comentários imediatos de Teerão.

Centenas de navios e cerca de 20 mil tripulantes permanecem retidos no Golfo.

A 18 de abril, quando o Irão abriu brevemente o estreito sob controlo, os navios tentaram passar, mas pelo menos dois deles, incluindo um petroleiro, relataram que embarcações iranianas dispararam contra eles, forçando-os a regressar.

A MARISKS afirmou acreditar que pelo menos um dos navios, que tentou sair do estreito no sábado e foi atingido por tiros, foi vítima do golpe.

A Reuters não conseguiu verificar as informações nem rastrear as empresas que receberam a mensagem.

"Após o fornecimento dos documentos e a avaliação da sua elegibilidade pelos Serviços de Segurança Iranianos, poderemos determinar a taxa a pagar em criptomoeda (BTC ou USDT). Só então a sua embarcação poderá transitar pelo estreito sem impedimentos no horário pré-acordado", dizia a mensagem citada pela MARISKS.
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RTP /

Presidência da UE quer evitar filas nos postos de combustível perante eventuais problemas

A presidência do Conselho da União Europeia (UE), assumida este semestre por Chipre, disse hoje querer evitar filas nas bombas de gasolina caso o bloco comunitário tenha problemas de abastecimento de combustível devido ao conflito no Médio Oriente.

“Temos diante de nós a possibilidade - e sublinho a palavra possibilidade - de uma escassez de combustível para transporte. Esta crise geopolítica em evolução no Médio Oriente destacou que a Europa pode enfrentar problemas de abastecimento de combustível a curto prazo e isto é algo que precisamos discutir”, disse o ministro dos Transportes, Comunicações e Obras de Chipre, Alexis Vafeades, em Bruxelas.

Em declarações à imprensa antes de uma reunião informal dos ministros dos Transportes da UE centrada nos impactos conflito no Irão, causado pelos ataques norte-americanos e israelitas, o governante cipriota defendeu que a União deve “estar consciente da situação”.

“Mas também temos, a médio e longo prazo, uma questão de procura que precisa de ser neutralizada. Para ser claro, o que quero dizer é que precisamos de estar preparados para evitar filas nos postos de combustível caso isto venha a acontecer, mas também precisamos de eliminar de forma permanente a possibilidade de existirem filas nos postos - e isso faz parte da discussão que espero que tenhamos hoje”, acrescentou Alexis Vafeades.

Questionado sobre eventual escassez de combustível para a aviação, dados os alertas do setor, o ministro de Chipre rejeitou que a UE esteja “numa situação perigosa”.

“Não chegámos a esse ponto, estamos apenas perante uma possibilidade, mas se isso vier a acontecer afetará a conectividade e todos os cidadãos e, portanto, temos de estar atentos e preparados, esse é o ponto principal”, adiantou.
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RTP /

Conduta de Israel no Líbano é "totalmente inaceitável", afirma MNE da Bélgica

As ações de Israel no Líbano são "totalmente inaceitáveis", afirmou esta terça-feira o ministro belga dos Negócios Estrangeiros, Maxime Prevot, antes de uma reunião com os homólogos da UE no Luxemburgo.

"A conduta de Israel é totalmente inaceitável. É claro que devemos condenar firmemente os ataques iniciais do Hezbollah, que, ao procurar mostrar solidariedade com o Irão, arrastaram o Líbano para uma guerra que este não queria, assim como a resposta desproporcionada e indiscriminada de Israel", afirmou.
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RTP /

Ainda não partiu nenhuma delegação iraniana para o Paquistão

A televisão estatal iraniana avançou hoje que ainda não partiu nenhuma delegação iraniana para o Paquistão para participar nas conversações de paz com os EUA.

"Até ao momento, nenhuma delegação iraniana partiu para Islamabad, no Paquistão, quer se trate de uma delegação principal ou secundária", referiu.

A imprensa de Teerão vem, assim, desmentir notícias internacionais que anunciavam a viagem de representantes iranianos a Islamabad e horários previstos para as conversações entre os EUA e o Irão.
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RTP /

Irão responderá a qualquer nova ação hostil

As forças armadas do Irão estão prontas para dar uma "resposta imediata e decisiva" a qualquer nova ação hostil por parte dos seus adversários, disse esta terça-feira um alto comandante militar iraniano, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.

Um cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os EUA expira esta quarta-feira. Os dois países acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo e ambos reforçaram o controlo sobre o trânsito marítimo no Golfo.

Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, afirmou que Teerão mantém a vantagem no campo militar, incluindo na gestão do Estreito de Ormuz, e não permitirá ao presidente norte-americano "criar narrativas falsas sobre a situação no terreno".

Ali Abdollahi acrescentou ainda que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão levou Israel e os EUA "ao desespero e à exaustão, forçando-os a solicitar desesperadamente um cessar-fogo".
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RTP /

Israel afirma que Hezbollah libanês será desarmado por "meios militares e diplomáticos"

Israel pretende desarmar o Hezbollah por "meios militares e diplomáticos", declarou esta terça-feira o ministro israelita da Defesa, Israel Katz.

"O objetivo estratégico da campanha no Líbano é o desarmamento do Hezbollah (...) através de uma combinação de medidas militares e diplomáticas", afirmou o ministro, numa cerimónia que comemorava o dia nacional em homenagem aos soldados mortos nas guerras de Israel.

Um cessar-fogo marcado por vários incidentes entrou em vigor na sexta-feira entre Israel e o movimento pró-Irão Hezbollah, e novas negociações "diretas" entre o Líbano e Israel vão decorrer esta quinta-feira em Washington, cerca de dez dias depois da primeira sessão, informou um funcionário do Departamento de Estado norte-americano à AFP esta segunda-feira.

Mas o ministro da Defesa ameaçou o Governo libanês com a continuidade das operações militares caso "continue a desrespeitar as suas obrigações".

"Responderemos na mesma moeda a qualquer ataque" vindo do Líbano, disse Israel Katz.

"O objetivo estratégico da campanha no Líbano é desarmá-lo (...) através de uma combinação de medidas militares e diplomáticas", afirmou Katz. Na segunda-feira, um porta-voz do exército israelita em árabe alertou os residentes de várias aldeias no sul do Líbano para não regressarem, afirmando que as atividades do Hezbollah na zona violavam o cessar-fogo.
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RTP /

Irão executa homem acusado de ligações à Mossad

O Irão executou um homem acusado de ser líder de uma rede ligada ao serviço de informações israelita Mossad e de incendiar uma mesquita em Teerão durante os protestos de janeiro, informou o portal de notícias do poder judicial Mizan.

O Mizan identificou o homem como Amirali Mirjafari, afirmando que tinha sido condenado por incendiar a mesquita Qolhak, em Teerão, e por liderar atividades contra a segurança.

A sua sentença de morte foi confirmada pelo Supremo Tribunal e executada esta terça-feira, acrescentou o Mizan.
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Alerta Agência Europeia da Energia
RTP /

Mundo está a viver a "pior crise" energética da história

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irão está a criar a pior crise energética alguma vez enfrentada pelo mundo, afirmou o responsável da Agência Internacional de Energia (AIE), que aconselha 32 países membros em matéria de abastecimento e segurança energética.

“Esta é, de facto, a maior crise da história”, disse Fatih Birol à rádio France Inter numa entrevista transmitida na manhã desta terça-feira.

“A crise já é enorme, se juntarmos os efeitos da crise do petróleo e da crise do gás com a Rússia.”

Birol afirmou que serão necessários cerca de dois anos para recuperar a produção de energia perdida no Médio Oriente devido à guerra.

Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão no final de fevereiro, Teerão fechou efetivamente o Estreito de Ormuz às embarcações, permitindo a passagem apenas de um número relativamente reduzido de navios de países “amigos”, como a China, a Malásia e o Paquistão.

O encerramento efetivo do estreito, por onde passa normalmente cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, e os danos nas infraestruturas regionais provocaram a maior disrupção no mercado petrolífero global da sua história, acrescentou a AIE (Agência Internacional de Energia).

Isto levou a receios de uma recessão global e fez com que os preços globais da energia disparassem, levando os países a implementar o racionamento de combustível e restrições ao consumo de eletricidade.

Os EUA continuam a bloquear o estreito depois de terem apreendido um navio cargueiro de bandeira iraniana no domingo, prolongando ainda mais o sofrimento económico sentido em todo o mundo, especialmente pelos países mais pobres que dependem da importação de energia.
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Momento-Chave
Lusa /

Preço do petróleo Brent cai 1,55% à espera de negociações entre EUA e Irão

O preço do petróleo Brent estava hoje a cair 1,55, com os mercados à espera de saber se os Estados Unidos (EUA) e o Irão se voltarão a reunir para negociações de paz no Paquistão.

O preço do petróleo Brent, que serve de referência para a Europa, caía 1,55% e estava a ser negociado a 93,98 dólares (79,82 euros) no mercado de futuros de Londres, às 07:00 (mesma hora em Lisboa), de acordo com dados da Bloomberg.

O crude West Texas Intermediate, usado como referência nos EUA, também caiu 1,75% para 85,89 dólares (72,95 euros) por barril, acrescentou a agência de notícias financeiras.

O Brent para entrega em junho tinha recuperado acentuadamente na segunda-feira, com uma subida superior a 5%, no meio de uma nova escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irão.

Isto depois de Teerão ter voltado a fechar o estreito de Ormuz, na sequência do ataque e apreensão, por parte da Marinha norte-americana, de um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentou atravessar o bloqueio naval imposto por Washington.

Neste contexto de tensões renovadas entre os dois países, que ameaçam as negociações de paz, o presidente do parlamento iraniano, que lidera a delegação de Teerão nas conversações com os Estados Unidos, advertiu hoje que não aceitarão "negociações à sombra das ameaças".

Mohammad Bagher Qalibaf voltou a denunciar as violações do cessar-fogo vigente pelos EUA e o bloqueio naval imposto aos portos iranianos, e afirmou que o Irão está a preparar novas estratégias para retomar o conflito armado.

Os futuros das principais bolsas europeias registaram uma ligeira subida na aberta da sessão de hoje.

Às 07:30 (06:30 em Lisboa), os futuros da Bolsa de Frankfurt subiam 0,5%, os da Bolsa de Londres 0,23%, enquanto e o índice Euro Stoxx 50, que acompanha o desempenho das 50 maiores empresas por capitalização bolsista na zona euro, registava uma subida de 0,51%.

Antes da abertura das bolsas europeias, os mercados asiáticos apresentaram resultados mistos, com o índice Shanghai Composite a cair 0,07%, enquanto o Nikkei de Tóquio subiu 1,14% e o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,4%.

Os futuros dos EUA subiram ligeiramente depois de terem fechado em baixa ligeira na segunda-feira.

O euro desvalorizou, negociando a 1,178 dólares, enquanto o ouro caiu 0,5% para 4.796,94 dólares (4.074,47 euros) e a prata negociava a 79,32 dólares (67,37 euros), com uma queda de 0,51%.

O Bitcoin, a moeda digital mais popular no mundo, caiu 0,57% para 75.879,1 dólares (64.451,71 euros).

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RTP /

Conselho de Segurança da ONU condena morte de militar francês no Líbano

Os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram o ataque que matou um soldado francês e feriu outros três no Líbano, dois em estado grave, no sábado.

Expressando as "mais profundas condolências" às famílias das vítimas, os 15 membros do Conselho reiteraram, em comunicado divulgado na segunda-feira, que "os soldados da paz nunca devem ser alvo de ataques" e pediram que os responsáveis ​​sejam "levados à justiça sem demora".
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Momento-Chave
RTP /

Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia discutem suspensão de acordo de associação com Israel

Os ministros dos Negócios Estrangeiros (MNE) da União Europeia (UE) reúnem-se hoje no Luxemburgo para discutir a suspensão do acordo de associação com Israel e tentar desbloquear o 20.º pacote de sanções à Rússia.

A reunião começa às 10h15, no Luxemburgo, e terá quatro pontos de agenda: os atuais acontecimentos no Médio Oriente, com uma intervenção do primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, a guerra na Ucrânia, o Cáucaso do Sul e a situação no Sudão.

O Governo português estará representado na reunião pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.

No que se refere ao Médio Oriente, um dos principais temas em discussão é a suspensão do acordo de associação entre a UE e Israel, que tem sido frequentemente contestado desde o início da guerra na Faixa de Gaza, mas que voltou à ordem do dia com a ofensiva israelita no Líbano, a extensão de colonatos na Cisjordânia e a aprovação, no parlamento israelita, da pena de morte para palestinianos condenados por ataques terroristas.
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RTP /

Pelo menos quatro pessoas morreram em Gaza após ataques das forças israelitas

Pelo menos quatro pessoas foram mortas hoje em novos ataques do exército israelita contra o sul da Faixa de Gaza, segundo fontes do jornal palestiniano Filastin.

O jornal refere que pelo menos três pessoas foram mortas na sequência de um ataque com um aparelho aéreo não tripulado (drone) na zona de Al Amal, Khan Yunis, no sul de Gaza.

As mesmas informações sobre o ataque com drone foram igualmente difundidas pela agência de notícias palestiniana WAFA que identificou as vítimas.

Segundo o jornal Filastin, além dos três mortos no sul do enclave palestiniano, uma residente de Beit Lahia, norte de Gaza, foi vítima de disparos das forças de Israel.

O Exército israelita ainda não se pronunciou sobre estes ataques.
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Momento-Chave
RTP /

Ministros dos Transportes da União Europeia discutem hoje impactos do conflito no Médio Oriente

A maior preocupação é a pressão que a crise dos combustíveis pode ter na aviação, assim como as perturbações nas rotas e os riscos para a logística global. 

Miguel Pinto Luz, o ministro das Infraestruturas, participa neste encontro por videoconferência. Ontem, o ministro garantiu que a TAP não enfrenta uma crise de abastecimento de jet fuel. 

Amanhã, a Comissão Europeia deverá apresentar um pacote de medidas para aliviar a crise energética.
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Momento-Chave
RTP /

“Novas cartas” se ataques forem retomados

O presidente do parlamento iraniano afirma que Teerã está preparando "novas cartas na manga" caso os combates com os EUA sejam retomados.
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RTP /

JD Vance deverá deslocar-se hoje para o Paquistão

Os media nos Estados Unidos afirmam que JD Vance vai sair esta terça-feira dos EUA rumo ao Paquistão com o intuito de retomar as negociações de paz com o Irão. 

Já ontem havia a indicação de que Vance estaria a caminho, que foram entretanto desmentidas. Hoje, volta a haver notícias nesse sentido.
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Momento-Chave
RTP /

Negociações em dúvida

Os media nos Estados Unidos afirmam que JD Vance vai sair esta terça-feira dos EUA rumo ao Paquistão com o intuito de retomar as negociações de paz com o Irão. No entanto, não há confirmação por parte do Irão de que vá participar. O cessar-fogo termina esta quarta-feira e Trump já visou que sem acordo, será “altamente improvável” prolongá-lo.

Fontes da CNN avançam que a segunda ronda de negociações poderão decorrer na quarta-feira.
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"É altamente improvável que o prolongue"
RTP /

Donald Trump. Cessar-fogo termina quarta-feira e é "altamente improvável" prolongá-lo sem acordo

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que considera agora o cessar-fogo com o Irão irá terminar "na noite de quarta-feira, hora de Washington", mas que é "altamente improvável" que o prolongue caso não seja alcançado um acordo.

O cessar-fogo estava originalmente previsto para expirar na noite de terça-feira, hora do leste dos EUA.

"É altamente improvável que o prolongue", disse Trump à Bloomberg numa entrevista por telefone. O cessar-fogo estava originalmente previsto durar duas semanas e começou na noite de 7 de abril.

"Não me vou precipitar num mau acordo. Temos todo o tempo do mundo", disse Trump na entrevista.

Quando questionado se esperaria que os combates recomeçassem imediatamente caso não chegassem a acordo, Trump respondeu: "Se não houver acordo, certamente esperaria".

Anteriormente, Trump tinha demonstrado hesitação em relação à possibilidade de prolongar o cessar-fogo. Durante uma sessão de perguntas e respostas com jornalistas, na semana passada, foi questionado cinco vezes sobre a possibilidade de prolongar o cessar-fogo e ofereceu três respostas diferentes.

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